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sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Debate - Santana vs. Sócrates

No único frente-a-frente entre os líderes dos dois maiores partidos, José Sócrates procurou orientar a discussão para o "julgamento" dos três anos de governação PSD/CDS-PP, enquanto Santana Lopes tentou passar a imagem de um primeiro-ministro capaz de resistir às dificuldades em contraponto com o que considerou ter sido "a fuga de António Guterres"

Falam, falam, falam, falam, e não dizem NADA. No debate de ontem assistimos a um confronto vazio de ideias, de programas, de projectos, de soluções, de espírito reformista.

Tínhamos (Portugueses) a expectativa de que este debate nos podia surpreender positivamente, senão os dois candidatos, pelo menos um. Nem isso!! A incapacidade de ambos em apresentar soluções viáveis e credíveis para os problemas permentes do País, foi gritante.

Dirão alguns que sou pessimista, outros que não percebo de política ou que sou faccioso, mas será que repararam que sempre que o entrevistador perguntava "Quer outra pergunta ou deseja replicar?" a resposta foi, invariavelmente a mesma, "Replico!"

Mais perguntas, mais assuntos, outros problemas, nem pensar.... Preferiram sempre divagar sobre divagações anteriores do adversário, ou em considerações pouco abonatórias sobre os Governos anteriores, em que ambos (Sócrates no PS, Santana no PSD) participaram.

Se o debate foi esclarecedor? Apesar de considerar que foi mal estruturado, e a gestão do tempo de cada candidato mal conduzida, considero que foi esclarecedor....

Serviu para comprovar a inépcia dos candidatos para os lugares que concorrem, o contra-senso que algumas propostas representam para os seus próprios eleitorados, e a incapacidade que demonstraram na assimilação do que significaca ser Estadista e líder de um Governo, que se quer competente.

A estes não darei, concerteza o meu voto! Um deles ganhará seguramente, mas terei sempre a consciência limpa na respectiva vitória e consequente governação (digo eu, desastrosa!)

1 Comments:

At 12:05 da tarde, Blogger Ricardo said...

Concordo genericamente com a tua análise! Nada de concreto foi dito, nenhum compromisso difícil foi feito, foi mesmo desolador! Mas eu também acho, e não conheço nenhum país onde isso aconteça, que os debates televisivos sejam esclarecedores. Aliás, as próprias campanhas raramente são esclarecedoras porque estão construídas duma forma que não permitem excluir eleitorado. Mas eu acho que o melhor candidato é sempre aquele que consegue acabar a campanha com menos promessas que não vai cumprir! Só espero que o futuro Primeiro Ministro tenha a coragem de fazer o que não prometeu e que não faça o que prometeu. E mais um pedido: Que não seja o Santana Lopes, porque não há tradição de montanhas russas de ideias em Portugal e nem quero que haja!

 

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