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segunda-feira, junho 13, 2005

R. I. P. ( 1923 - 2005 )

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta?
Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

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