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sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Confirmação Oficial




A desculpa para a intervenção Americana está dada...
Mas será que a Administração Americana irá dar esse passo?
Qualquer guerra contra um país que tem armas nucleares, um dos maiores exércitos convencionais (e não assim tão mal preparados ou equipados) do mundo, e além disso, não tem rigorosamente nada a perder.... Não é missão fácil ou desejável !!!
E está mais do que provado que a solução pacífica só pode vir dos esforços diplomáticos europeus, russos e chineses.

9 Comments:

At 1:09 da tarde, Blogger O de boa memória said...

Foi a explosão do entusiasmo federalista europeu!

Não estamosa falar de um jogo de cartas ou do dominó: fala-mos de um possível confronto nuclear.

No entanto, é necessário fazer uma pequena observação: a quebra das negociações foi levada a cabo devido à intransigência norte-coreana; segundo, é absurdo pensar-se que a Europa tem algo a dizer e a negociar relativamente a esta matéria (não sejamos ingénuos); terceiro, a Coreia do Norte está a forçar a intervenção militar americana, confiando na protecção chinesa, afigurando-se tal protecção como ridícula e fragilizadora para os interesses alargados entre EUA e RPC; por último, e no seguimento da tese defendida por um académico na Foreign Affairs, o número de bombas, supostamente, possuídas pela Coreia do Norte é irrealista e constituí um «bluff» diplomático- militar.

Em suma, tanto alarido e excitação para quê? Tenhamos juízo e compreendamos a gravidade da questão e da necessiadde de coesão diplomática, económica e militar ou vamos educar o ditador norte-coreano já que o uso de medidas coercivas é um trauma europeu e uma maldade norte-americana.

Ai esses papões dos americanos!

 
At 4:39 da tarde, Blogger O Homem das Ilhas said...

Apesar de me considerar cada vez mais Federalista, acho que esse facto não depurpa em nada a minha análise da questão.
E, na minha opinião, também considero que falamos de um provável confronto nuclear.
O que já não concordo, é com a ideia de que a Europa e a Rússia não tem nada a dizer na matéria, aliás, acho que por serem, exactamente, os únicos a não terem interesses "directos" na questão Norte-Coreana, serão aqueles que estarão em melhor posição para conduzir negociações diplomáticas entre os beligerantes.
Em relação à China (eu nunca me esqueço que a Coreia do Norte é um protectorado Chinês) tenho de lembrar que esta tem dois interesses vitais, denominados: Taiwan (a questão de ser ou não ser parte integrante da China) e o Japão (seu concorrente económico directo e seu inimigo histórico)e que a questão Norte-Coreana será, como tem sido até agora, usada para ir ganhando terreno em relação a estas questões. Tenho a certeza que se lembra que um dos condicionalismos impostos pela China para a entrada de capitais americanos no seu mercado foi o fim do armamento de Taiwan e a progressiva negociação entre as duas partes (que já vai em voos directos, etc...). Em relação ao Japão, espero que não se esqueça, que a Coreia do Norte é usada como ponta de lança do ódio Chinês pelo Japão, basta ver os testes nucleares Norte-Coreanos, que foram todos efectuados ao largo do Japão, passando as ogivas nucleares directamente por cima do Japão.
Por fim... a questão do Bluff... Como podemos ainda ser ingénuos o suficiente e considerar Bluff, depois das confirmações dos EUA, Russia, China, Japão, Coreia do Sul, UE, e a própria Coreia do Norte, da existência das ditas armas nucleares...
Discutir se são 6 a 8 bombas (como diz Pyongyang) ou menos 3 a 4 (como diz a tese do académico na Foreign Affairs) é um fait-divers...
A Coreia do Norte tem armas nucleares e essa é a verdade...
Por fim, a questão que levanta, de termos de cooperar (diplomática, económica e militarmente)ou fazermos como os Europeus (traumatizados e incapazes de tomar medidas coercivas, segundo afirma) e "educar" o ditador...
Devo dizer que, o trauma europeu advém, única e exclusivamente, do facto de termos tido, no último século, 2 guerras mundiais de destruição bíblica, depois que os EUA, não têm esse trauma porque nunca tiveram nada assim no seu território...
Eu não considero que esse trauma seja negativo, até considero que ajuda a tomar decisões mais ponderadas, a perceber os dois pontos de vista de uma questão e a negociar melhor e com mais acutilância (isto tudo sem ser super-potência, num sistema unipolar).
Não considero os Americanos papões, até os considero historicamente os nossos (UE) aliados naturais, mas já considero a Administração Bush (filho) como muito irresponsável em variadíssimas questões (esperemos que a Coreia do Norte não seja mais uma)... Não considerei a Administração Clinton (interveñção na ex-Jugoslávia), a Aministração Bush (pai) irresponsável (1ª. guerra do Golfo).
Existe uma grande diferença entre querer soluções, aplicá-las e resultar e entre acções unilaterais (mesmo que levem os São Tomés todos do mundo atrás) que não resolvem os problemas, adiam-nos e por vezes pioram-nos...
Não podemos esquecer que a intervenção militar (por vezes, erradamente, chamada de algo que tem por objectivo incutir MEDO)é apenas a última das "armas" da Diplomacia...
Assim, sou Federalista, Europeu, seguidor em termos diplomáticos e de "equilíbrio de poderes" de Metternich, Bismark, Kissinger e dos "pacientes" chineses, não sou um intervencionista, um militarista e um bélico, como, na minha opinião, tem estado a ser a última Administração Americana...
Continuo a achar que, em relação ao Irão e à Coreia do Norte (que estão em cima da mesa), mas também em relação ao Brasil, Índia, Paquistão, Àfrica do Sul e Israel (devido à tecnologia nuclear) o caminho não deve de ser esse... mesmo que, em certos momentos, aparentemente, seja o mais fácil.

 
At 6:47 da tarde, Blogger O de boa memória said...

E qaundo o caminho for um único, como tinha de ser em 39 e 62, o que fazer?

Provavelmente, repetir-se-á a associação da incapacidade ao medo de agir e, como outrora, este será o triste fado Europeu.

 
At 6:52 da tarde, Blogger O Homem das Ilhas said...

Ò da boa memória... Ainda cá estamos... È a prova de não existia apenas um caminho único, o da confrontação, haviam vários, tal como agora, na minha opinião existem vários.
Em relação à questão da associação da incapacidade ao medo de agir, não tenho a mesma visão que tu, se for necessário agir, tenho a convicção que os europeus (com ou sem PESC) agirão, mas tenho a certeza de que essa intervenção numca será feita instintivamente, mas sim ponderadamente.
Na minha óptica, é essa a diferença.

 
At 7:05 da tarde, Blogger O de boa memória said...

A ponderação europeia não existe. Existe, por sua vez, a ponderação francesa que em termos de política externa pouco ou nada irá influenciar ou condicionar os desenvolvimentos no Irão e na coreia do Norte.

dizes: "se for preciso agir, a europa age(poderadamente)".
Eu pergunto, em sequência de posts anteriores, até quando será possível disfarçar a incompatibilidade entre o poder unipolar e a constante aversão saudosista, a esse poder, pelo líder do processo de integração "política" europeu?

Creio que a Coreia não será decisiva para se encontrar a resposta, estando esta contida, a meu ver, no desenrolar da questão nuclear iraniana e na assimetria entre a exclusividade do uso do realismo e seu associativismo com o idealismo.

Veremos quem terá razão!
Espero, não ser eu.

 
At 2:26 da manhã, Blogger O Homem das Ilhas said...

"A ponderação europeia não existe."

Acho que existe, apesar de ser liderada pela diplomacia do eixo-franco-alemão em estreita correlação com a Grã-Bretanha (a participar na maioria das acções, com excepção da última guerra do Iraque), em 55 anos de Europeísmo. Essa ponderação é visível nos processos de desmenbramento da ex-URSS e da ex-Jugoslávia. 15 anos depois do desmenbramento, a UE tem já como seus membros 8 ex-países da ex-Cortina de Ferro + a ex-RDA incorporada na Alemanha. A saber:
Ex-Urss - Eslováquia,Hungria, Polónia, República Checa, Estónia, Letónia e Lituânia.
Ex- Jugoslávia - Eslovénia
Além de estarem para entrar, já com data marcada, mais 3 países (Bulgária, Croácia e Roménia). Sabes quanto países do continente europeu saídos dessa implosão, ainda não são membros ou candidatos da UE, mas estão todos sob monotorização permanente da UE?
7. (Rússia, Ucrânia, Macedónia, Moldávia, sérvia e Montenegro, Bielorússia e Bósnia Herzegovina).
Ora, a "diplomacia europeia" em 15 anos, inseriu no seu seio 8, aprazou a entrada de mais 3 e monotoriza os restantes 7, isto tudo sem traumas, conflitos, hesitações ou guerras. De que forma?
De forma PONDERADA e CAUTELOSA.
Como?
Funcionando como:
Factor de estabilidade económica, através de fundos estruturais, fundos de coesão e dos fluxos de emigração para a UE.
Factor de estabilidade política, através da realização de eleições democráticas, em segurança e com a participação, garantida, da total pluralidade das partes.
Factor de Motivação, através da oportunidade dada a esses países de poderem entrar na UE, desde que cumpridos determinados critérios.
Isto são FACTOS, incontestáveis! De sucesso das várias diplomacias europeias a trabalhar em conjunto (seja através da PESC, do Conselho da Europa, da OSCE ou da NATO).
Eu sei que nem tudo são rosas... A última guerra do Iraque é disso exemplo... Mas a tríade (GB,França e Alemanha) de que acima falo, à menos de 30 anos, nem seriam tríade, portanto é natural ainda um certo receio por parte da GB, de interromper a Aliança com os EUA. Os Ingleses também são PONDERADOS, e por isso sabem que "para dar um paso em frente, às vezes é necessário dar um atrás".

" incompatibilidade entre o poder unipolar e a constante aversão saudosista"

Não percebo como se pode considerar aversão ao poder unipolar, uma visão saudosista. O facto de querer que a UE, fale, condicione e imponha determinadas medidas e posições no palco internacional, não faz, naturalmente, de mim um saudosista, de tempos passados, da Guerra Fria e da confrontação ideológica.
Não defendo confrontação, nem corrida belicista com os EUA. Defendo cooperação, confiança mútua, igualdade de tratamento entre os intervenientes. Não pretendo que a UE seja submissa em relação ao poder unipolar, nem que "acate" directrizes Americanas ao nível das suas opções estratégicas.
Como?
Através da defesa intransigente dos seus objectivos e orientações estratégicas, consagrados em Tratado.
Como vê, apenas pretendo aplicar as disposições, que já são comuns, e aplicá-las ao nível das Relações Internacionais. Nada "Saudosista" convinhamos.

"assimetria entre a exclusividade do uso do realismo e seu associativismo com o idealismo"

Acho que a minha análise é muito mais REALISTA do que faz crer. Ideais, apenas e só os consagrados nos sucessivos Tratados da "Integração Europeia".
Mas, mesmo assim, cito LAVOISIER, para descrever e, se necessário, demonstrar a "PONDERAÇÃO" e a "INTELIGÊNCIA EUROPEIA", que, me parece faltar à Administração Americana actual.

"NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA"

E, como vê pouco ou nada se destrói. Isto é algo que a diplomacia europeia soube/sabe e aplicou/aplica no processo do desmenbramento da ex-URSS e da ex-Jugoslávia, e que a Administração Americana actual, não teve em consideração no conflito Iraquiano recente.
Quando assim é, os resultados são, sempre, imprevisíveis...
Como se vê...

 
At 3:53 da tarde, Blogger O de boa memória said...

Continuas a reafirmar o que escrevi, ou seja, capacidade interna vs incapacidade externa.
É tão simples quanto isso.
E no caso da ex-Jugoslávia e das repúblicas da União Soviética quem promoveu a sua reabilitação e defesa foram os Estados Unidos ou estamos esquecidoa da determinação norte-americana de as englobar no quadro da NATO e o papel que os americanos desempenharam no Kosovo?

O plano económico não é, necessariamente, a condição primordial para uma política externa efectiva, constituíndo-se como parcial e ineficaz devido à ausência da preponderância, relativamente, à aplicação de medidas de força, ou seja, militares.

Não existe e duvido se existirá alguma vez.

Mais. Tenho receio do que representaria para os pequenos países europeus.

A História não é simplesmente o passado, mas a interpretação conveniente das medidas, a serem ou não, aplicadas no presente e no futuro.

 
At 12:49 da manhã, Anonymous Anónimo said...

presisa dar uma melhorada para pesquisas escolares por que isse assuto em sentido escola esta uma porcaria,mas em sentido cientifico esta otimo(meu nome e pockt ok!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

 
At 3:30 da tarde, Anonymous Anónimo said...

preciso localizar a latitude e a longitude do terreno localizado na avenida josé brambila nº. 1290, bairro vista alegre, na cidade de cachoeirinha, rio grande do sul, brasil.

me envie pelo e-mail:
armandobarrosrocha@ibest.com.br

Muito Obrigado.

Aguardo com urgência a solicitação.

 

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