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quinta-feira, janeiro 27, 2005

Freitas do Amaral vota PS

Freitas do Amaral dixit :

«Não tenho dúvida em afirmar que, no meu entender, o voto necessário é no PS.»

«Faço-o como centrista, que sempre se declarou aberto a alianças quer com o centro-esquerda quer com o centro-direita.»

«Faço-o também como democrata-cristão (independente) que considera tão importante uma generosa política de justiça social como uma adequada política económico-financeira - e não apenas esta.»

«Do ponto de vista estratégico, não avançámos nada nas bases do nosso desenvolvimento; do ponto de vista económico-financeiro, não consolidámos as finanças públicas; do ponto de vista social, não combatemos a pobreza nem diminuímos o fosso entre ricos e pobres.»

«Portanto, e em resumo, o que proponho é: não deixar de votar; votar no PS; e dar-lhe uma maioria absoluta. Tudo o resto servirá apenas para prolongar a agonia de um País que merece melhor sorte.»

Estas frases, e a decisão de Freitas do Amaral em apoiar o PS, fazem-me lembrar uma frase de Winston Churchill:

"Não fui eu que mudei, foram os Partidos."

Claro que Freitas do Amaral mudou de opinião e sentido de voto, mas também temos de reconhecer que o CDS/PP não é o mesmo partido que Freitas do Amaral, Adriano Moreira e Lucas Pires fundaram.

É um partido mais radical, mais à direita e com outras preocupações sociais, económicas e políticas.

O sistema de partidos em Portugal está em fase de Declínio/Renovação como são óptimos exemplos: a ascenção mediática do Bloco de Esquerda (Partido de Causas) e Freitas do Amaral (Redefinição ideológica em relação aos Partidos).

Tenho pena é que a explicação na comunicação social vá ser : da direita, "Tá caquético!!", da esquerda, "Percebeu que estava errado!!"

1 Comments:

At 6:17 da tarde, Blogger O de boa memória said...

Todo este processo de reposicionamento só tem uma leitura: Freitas julgam que o seu percurso político activo ainda não cessou. Engana-se. O seu lugar está definido como uma figura marcante de um período marcante. No entanto, Freitas tenciona continuar o percurso e o seu apelo ao voto no PS tem como objectivo a presidência, pois Guterres está reticente face à possibilidade de avançar, por duas razões: sabe que a sua relegitimação não está concluída e que arrisca-se a perder para o mais que provável candidato da direita, Aníbal Cavaco Silva.

Um recado Freitas: fia-te na virgem e não corras.

 

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