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quinta-feira, janeiro 27, 2005

Nunca Mais ...!!!!

Auschwitz: 60 Anos Depois



As cerimónias do 60º aniversário da libertação dos campos de morte nazis culminam hoje em Auschwitz, com uma dimensão sem precedentes, na presença de 2000 antigos deportados, de 50 soldados russos que entraram no campo a 27 de Janeiro de 1945 e de 44 chefes de Estado, de governo ou ministros da Europa e outros continentes. É a "última cerimónia" para muitos dos sobreviventes, muito idosos. O lema será o de sempre: "Nunca mais". A "solução final" da questão judaica pelos nazis vitimou entre 5,1 e 5,8 milhões de judeus. Auschwitz foi o mais mortífero dos campos.




Em 1940, o exército alemão transformou Auschwitz num campo de trabalhos para presos de guerra polacos, mas os nazis rapidamente aumentaram as instalações, tornando-as num vasto campo de morte. O complexo concentracionário tinha três campos principais. Até Janeiro de 1945, entre 1,2 e 1,5 milhões de pessoas morreram em Auschwitz. Cerca de um milhão eram judeus, mas estes não foram as únicas vítimas. Presos polacos, prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos, deficientes, homossexuais e prisioneiros de consciência também foram mortos nas câmaras de gás nazis.
O exército soviético chegou ao campo a 27 de Janeiro de 1945, libertando cerca de sete mil prisioneiros, sobretudo mulheres e crianças. Perante o avanço soviético, os nazis haviam morto muitos presos e obrigado 58 mil a abandonar o campo e andar durante dias à neve e ao frio. Mais de 15 mil morreram nessa "Marcha da Morte".



O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, advertiu contra o anti-semitismo: "O mal que destruiu seis milhões de judeus, e outros, nestes campos permanece uma ameaça ainda hoje. (...) Cada geração tem de estar em guarda para impedir que estas coisas jamais se repitam".
Auschwitz lembra precisamente que nada é irreversível. Nos aniversários diz-se sempre "nunca mais".

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